O rótulo que damos para Paulistanos é que não gostam de Baianos. Sempre desconfiei muito disso, por conta do carinho de Chico Sá e Rejane, sempre muito carinhosos e atenciosos, tanto que moram em Salvador há anos. Conheci já algumas pessoas aqui, como a dona da padaria, o dona da banca de jornais, amigos da minha irmã e todos muito educados.
Na verdade o que acontece é que quando vamos para outro lugar, não respeitamos o espaço dos outros e aí ganhamos um rótulo que nos identifique. Aqui no condomínio onde moro, não vejo som alto, aliás nem som eu escuto. Mas em Salvador, todos os dias acordava com o Chiclete com Banana infernizando a paz do meu tão amado silêncio. Aí se eu inventar de colocar música baiana bem alto, invadindo e desrespeitando a paz e o silêncio do meu vizinho paulista, quem é que ele vai dizer que é barulhento? Ele nem sabe meu nome, mas o repertório musical vai fazê-lo imediatamente pensar que o filho da puta é baiano.
Na verdade o que acontece é que quando vamos para outro lugar, não respeitamos o espaço dos outros e aí ganhamos um rótulo que nos identifique. Aqui no condomínio onde moro, não vejo som alto, aliás nem som eu escuto. Mas em Salvador, todos os dias acordava com o Chiclete com Banana infernizando a paz do meu tão amado silêncio. Aí se eu inventar de colocar música baiana bem alto, invadindo e desrespeitando a paz e o silêncio do meu vizinho paulista, quem é que ele vai dizer que é barulhento? Ele nem sabe meu nome, mas o repertório musical vai fazê-lo imediatamente pensar que o filho da puta é baiano.
Então, esqueci o que me diziam, estou vendo o que realmente é...
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