quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Morte de Tia Otília
Hoje acordei com o toque insistente do telefone as 5 horas da manhã. Coisa boa não é? Preocupado, antes de atender, procurei sentir a presença de todos que amo, para não me assustar com a visita da indesejada.
Todos bens, resolvi atender o telefone. Quando chegou perto, Angela já tinha se levantado e soube que a primeira esposa do irmão do meu pai, meu tio Epifánio, tinha falecido aos 97 anos. Pra falar a verdade eu não cheguei a conhecer Tia Otília, quando nasci ela já morava em Francisco Morato, ela já tinha se separado do meu tio. Pra ter uma ideia, minha prima, que conheci tem 56 anos, eu tenho 34. Deus foi muito generoso com a Tia, ela não sofreu muito, sentiu uma dor na barriga, foi para o hospital e desencarnou em pouco tempo.
O que foi bom para um lado, atrasou o velório. Pois como não tinha muito tempo no hospital, teve que fazer a autopsia, e passei o dia todo no velório, sem ter corpo pra velar, Sair de Francisco Morato, as 21h, e até então o corpo não tinha chegado.
Nova Família
Adorei ter conhecido minhas primas, primos, sobrinhos, sobrinhos netos... Da noite para o dia o clã cresceu, hoje tenho muito mais parente.
O carinho como fui recebido, me deixou muito emocionado. Minhas Primas Leila e Miriam contaram várias história. Mas que me fez deixar a lágrima cair, foi ouvir que eu sou muito parecido com o nosso avó Pedro Batista, um homem rude, ignorante, mas com uma ternura no coração nunca vista... Seu João, ex-marido da minha prima Miriam, fez as honras da casa, foi um excelente anfitrião, que me deixou muito a vontade.
Velório
Fui para Francisco Morato para velar o corpo de tia Otília. Só que por conta da autopsia, o corpo só foi liberado as 19h, do hospital aqui em Osasco e de trem, demorou 1 hora, imagina no trânsito? Resultado, sair de lá, sem conhecer a tia.
Mas teve uma coisa que me chamou atenção, o Senhor João, genro de tia Otília comprou mais de 100 pães, queijo, biscoito, 6 litros de leite, café... Deixei pra lá, mas só tou vendo ele colocando tudo no carro... Aí não aguentei e perguntei... "Seu João, pra onde é que o senhor tá levando tudo isso?". Ele respondeu "Para o velório!". Angela completou, é para oferecer ao povo no velório. Imediatamente pensei, já pensou se a moda pega na Bahia? Em Salvador só pra passear de ônibus de graça, até o cemitério, já vai meio mundo de gente, imagina sabendo que tem lanche, refri e café com leite? Vai ter um monte de criança passando pelo cemitério antes das aulas, gente saindo do trabalho para o happy hour, nos cemitérios...
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